...:Violently happy:...
Hoje eu fui levar a
Rach embora. Triiiiste. Com ela aqui eu ainda estava em ritmo de comemoração, galhofa, era o tempo todo conversas fodas, risadas em abundância, afofamentos, fofocas, uma delícia. Aliás, todos esses dias foram deliciosos, ter o
Merino e o
Adri aqui, nunca imaginei... a
Cinha, que tava impossível com tantas piadas infames. É muito bom ter amigos.
Mal deu tempo de ficar triste pelas ausências. As presenças na festa minha e da
Klô foram mais que fodas.
E FOTOS!
Eu tbm quero postar!


--A Karla foi pro Rio! Invejiiiiinha! Tou aqui na torcida :)
--
Tem gente que não gosta de ser fotografada comendo. EU não ligo.
Aí pegam e fazem esse tipo de galhofa comigo.

Eu mereço.
FOTOS DO FIM DE SEMANA MAIS FODA DOS ULTIMOS TEMPOSNuma sensacional
fotonovela de nossa talentosa
Karlota Klô!
\o/
Tou de férias de blogue, volto logo
\o/
HOJE
É meu aniversário, dia 28!
Em minha homenagem, uma música pra mim.
Eu nunca sonhei com você
Nunca fui ao cinema
Não gosto de samba
Não vou a Ipanema
Não gosto de chuva
Nem gosto de sol
E quando eu lhe telefonei
Desliguei, foi engano
O seu nome eu não sei
Esqueci no piano
As bobagens de amor
Que eu iria dizer
Não, Ligia, Ligia
Eu nunca quis tê-la ao meu lado
Num fim de semana
Um chope gelado
Em Copacabana
Andar pela praia até o Leblon
E quando eu me apaixonei
Não passou de ilusão
O seu nome rasguei
Fiz um samba-canção
Das mentiras de amor
Que aprendi com você
Ligia, Ligia
E quando você me envolver
Nos seus braços serenos
Eu vou me render
Mas seus olhos morenos
Me metem mais medo
Que um raio de sol
Ligia, Ligia
DIAS FELIZES
Cinha e Rach na rodoviária * Deborah Blando * Café no McDonalds * Fabiano Lauar * Xícara, Bule, Escrava Anastácia, São Sebastião * Ai, lambi! * Abbey Road * Conversas fodas com Rach * Cozinhar para bastante gente, com carinho * Merino e Adri na MINHA casa :~ * almoço em turma * Inhaúma, Del Castilho e Pilares* Bagunça na varanda * Melissinha furadinha* Depravaaaaaaada * Bana e uva com chocolate * Pizza * dar carona pro Merino (!!!) * Presente da Trash, apito e pirulito * Meias * He Man * Thundercats * Cinema * O Amor e o Poder * Eu tou carente mas eu tou legal * Padaria * Confissão * Casa do Garfs * Encontrar a AP * Hot Dog em turma * ICQ Lite, que não engorda * Fotos, muitas fotos * Aprender a tocar baixo com o Adri * Cinha engraçada * Parabéns por telefone* Já pode beber nos EUA* Dormir na Karla.*
Ta' foda, viu?
Merino, tu e' o mais foda do mundo, carai. Adri e Cinha, :~~~~~~~~~. Amo vocês.
Amo meus amigos.
Tchau, blog.
3 PÍLULAS (ou pírulas, como a poveza gosta de dizer)* Cadê a nova edição do
Ruídos, hein? Cadê cadê? Aliás, cadê a velha edição do Ruídos? Cadê o Ruídos? Mas bah, isso pouco importa. Importa que diz a lenda que quando a nova edição do Ruídos entrar no ar, vai ter um textinho desta jornalista wannabe lá. Eu só acredito vendo, vendo a edição nova do
Ruídos, cadê?! :))
Ahn? Você não conhece o Ruídos? SHAME ON YOU! Quando o site voltar ao ar, devore, é muito, muito bom.* Essa
linda e essa
linda estão à caminho de São Paulo! Neste exato momento devem estar em Taubaté. Eu tou assim exultante. Amanhã esse
lindo e esse
lindo chegam. Awww. Desde os meus 5 anos de idade que eu não ficava tão ansiosa por um aniversário.
Lamento por quem pretendia vir e não vem, caramba, como eu queria TODO MUNDO aqui... :~
* Hoje é aniversário de um amigo tãão querido. O plano era que eu fosse comemorar o meu aniversário hoje, lá no Rio, no show da
banda dele, mas nao rolou. Estarei lá *de coração*, como combinamos.
Carlão, felicidades, tudo de bom pra ti, você merece muito! :***
Lembrei agora de uma cena engraçada dos últimos dias!
Eu tou relendo todos os livros que tenho do Ruy Castro. Ele é um dos meus escritores favoritos, devoro os livros dele, desde O Melhor do Mau Humor até Querido Poeta (tá, eu não tenho o Querido Poeta, mas devoraria com muito gosto), sem restrições. Os livros dele são daqueles que me fazem adiar o sono por vááárias páginas, até ele (o sono) vencer de vez, e eu dormir meio que abraçada com o livro ao meu lado na cama.
Mas estou relendo, e depois de ter lido Estrela Solitária, biografia do Garrincha, resolvi ler a biografia do Nelson Rodrigues. Eu gosto bastante das biografias escritas pelo Ruy, mais que as escritas pelo Fernando Morais até. Comecei a releitura por esses dois porque acho que são os que eu li há mais tempo... Chega de Saudade e A Onda que Se Ergueu do Mar eu li há pouquinho, quando fiz aquela matéria sobre Bossa Nova, que entrevistei o cara e fiquei ainda mais encantada por ele.
É, Ruy Castro é o preferido da casa sim, e daí? :)
Mas então eu estava lá na casa da praia, lendo a bio do Nelson Rodrigues. Saiu um solzinho preguiçoso, eu coloquei meu biquini e fui tirar o mofo e um pouco da brancura do meu corpo na praia. Levei o livro. Tava lá, deitadona lendo, e notei que as pessoas passavam por mim e riam meio constrangidas. Sempre que passava alguém, olhava pra mim e ria. Comecei a ficar encucada, ora, o que foi? Tá que eu não sou uma beldade, mas não sou assim tão baranga a ponto das pessoas RIREM de mim.
Demorou pra eu perceber que o riso constramgido das pessoas se devia a uma coisa. Elas deviam imaginar o que se passa na cabeça de uma menina que leva PORNOGRAFIA pra ler na praia.
Sim, porque o nome do livro é O Anjo Pornográfico. E do jeito que eu tava segurando, aparecia só O ____(espaço para minha mão) Pornográfico.
E eu lá, séria e compenetrada (ui), lendo O Pornográfico.
??
A banda paulistana mais querida do mundo tá de casa nova!
E eu acabei de chegar de lá! Para felicidade geral da nação, o
Ludov continua tocando semanalmente aqui em Sampa! Só que agora é toda QUINTA FEIRA, lá no Picasso Bar! No repertório, covers bacanosos de bandas bacanosas. Hoje rolou Cure, Cardigans, Pavement, Beatles, 10,000 Maniacs, Los Hermanos, Madonna, Beatles e mais uma pancada de coisa boa. E a cereja do bolo: músicas novas, novinhas, em quase primeira mão, do Ludov! E não sei se é a casa nova ou o que, mas eles estão generosíssimos e tocando músicas do bom e velho e finado Maybees (saudades :~).
O Picasso Bar fica na Rua Álvaro de Carvalho, n°25. Confira!
E olha só que coincidência, também na Rua Álvaro de Carvalho, mas no n° 50, e no sábado, dia 26... tchanananam!

Então hoje eu fui fazer a unha e depilar a sobrancelha. Fazia tempo que eu não ia fazer isso no salão, eu não gosto, não tenho assunto com a manicure, finjo que estou dormindo, às vezes cochilo de verdade. De depilar a sobrancelha eu gosto, acho que faz a maior diferença no meu rosto, e a esteticista é divertida, me chama de Ana Paula, que ela diz que eu tenho as sobrancelhas da Ana Paula Arósio, a gente conversa. Dói, mas é rapidinho e eu saio de lá feliz da vida.
Aí que hoje eu tava lá na manicure e do meu lado tinha uma senhora fazendo o pé. Ela era evangélica, bem como a pedicure e a manicure que tava fazendo minhas unhas. E elas falando de como Jesus é grande, poderoso, que a vida muda quando se aceita Jesus, etc etc etc.
Eu lá.
Eu não sou evangélica. Nem católica, nem budista, nem espírita, nem nada disso. Eu não tenho religião, e se isso um dia me incomodou, hoje absolutamente não. Não me identifico com nenhuma das religiões que conheço, então eu tenho a minha fé, minhas crenças, acredito em Deus como uma força maior, que comanda algumas pecinhas desse tabuleiro onde a gente vive. Acredito em Deus do meu jeito, e respeito todas as outras crenças e religiões, assim como respeito as diferenças de uma forma geral.
E eu lá, as evangélicas falando dos lances delas lá, e eu fingindo que dormia, pensando na vida... de repente eu ouço uma delas falar: "Você vê? Tanta gente desvirtuada, longe de Jesus... vê aquelas 800 mil e tantas na Avenida Paulista, aquela coisa de gays..."
Caramba, eu senti o sangue subir à cabeça. MAS QUE IGNORANTE, MEU DEUS! Que preconceituosa, que PORCA, que ódio. Quase ataquei a mulher a golpes de alicate de cutícula. Ela ia dizer que eu sou uma desvirtuada, que preciso encontrar Jesus.
O nariz dela precisava encontrar meu murro, isso sim.
Eu realmente não entendo como as pessoas podem pensar assim. Eu tive que contar até 10 umas 5 vezes pra nao responder à mulher. Mas seriam 3 contra uma. Eu resolvi manter a calma.
PORCA, ela! Como eu ODEIO gente porca.
Eu
li e chorei.
Mas chorei mais com o
texto da
Fal que tá lá publicado. Lindo, lindo.
Ando com uma idéia fixa: preciso postar sobre a grande farsa que eu sou. Preciso alertar o maior número de pessoas possível que eu não sou nada disso que vocês acham que eu sou. Quer dizer, eu sou assim, desse jeito que eu sou, nada além disso, e qualquer coisa que vocês imaginarem, criarem, esperarem além disso, não é minha responsabilidade.
Mas não vou escrever sobre isso, porque numa conversa por ICQ um garoto muito querido ajudou a esclarecer algumas coisas na minha cabeça. E embora eu ainda ache que sou uma farsa, já não acho que sou a maior farsa do mundo. Tudo é uma questão da expectativa que as pessoas depositam em você, do
potencial que as pessoas enxergam em você, mas que você mesmo tem consciência que não é tudo isso.
E esse garoto querido escreveu com muito mais propriedade que eu. Então vai lá ler no
blog dele! (Aliás, adicione aos favoritos, porque vale a pena!)
Outra pessoa que tratou do tema foi a vk, e um trecho em especial podia ter saído da minha boca. Tomei a liberdade de copiar pra cá, espero que ela não se incomode. O
blog da vk também é sensacional, e eu leio há muito tempo, desde a época do blogspot, do asfixia, de ver link pra ela acho que no blog do
Bruno, antes mesmo de saber que meus amigos eram amigos dele, e dos amigos dela, sei lá, esse mundo é muito ovo. Segue o tal trecho:
(Deixe-me fazer um parênteses aqui, pois o "potencial" persegue muitas das pessoas que eu conheço. Todos têm "potencial", todos têm esse futuro glittering que é mencionado como destino certo e facilmente atingível. Até, é claro, a merda chegar ao ventilador. As coisas que importam NUNCA são fáceis e o tal do "potencial" começa a vir acompanhado de olhares pesarosos e suspiros lastimosos. Não estamos cumprindo nosso tal potencial e todos sentem muito por isso. A vontade é de mandar o potencial à merda e ficar na rede o dia todo, sendo apenas normal, medíocre. Mas, claro, o potencial não deixa, então seguimos em frente.)Então é isso, pessoal.
_____________________________E não esqueçamos!

Hematoma
- Oi, posso jogar com vocês?
A cara de pau era máxima, e o risco de levar um não, mínimo. Eu diria que o risco de levar um não era quase tão pequeno quanto o risco de levar um não quando se pede licença pra alguém. Ou você já viveu uma situação dessas? Ônibus lotado, você quer saltar no proximo ponto, vai andando, licença, licença... já ouviu um não? Nunca, né? Pois então.
Eu podia jogar com eles. Pouco me importava o fato de fazer mais de 3 anos que eu não via uma bola de vôlei. Depois de alguns dias chuvosos em casa, o sol que me acordou e me puxou pela mão até a areia da praia estava na verdade me levando até aquele grupo de meninos que jogava com uma rede improvisada. O sol sabia que eu não ia resistir. Que a possibilidade de conhecer gente nova, depois de dias chuvosos onde a única pessoa que andava pela areia sem intenções psicapturais era eu, era bastante tentadora.
E o vôlei mesmo era um grande atrativo. Minha história de vida com o vôlei, cheia de paradoxos, glórias e derrotas, era a garantia de que não, eu não iria resistir. Eu iria checar como andavam minhas manchetes, meus passes, meus saques e as levantadas, ah, as levantadas.
No clube eu era a 14, número da Fernanda Venturini. E do Tande, mas dane-se o Tande, eu gostava era de ser levantadora, e da Venturini. As técnicas sempre ficavam bravas, que com minha altura eu seria boa atacante, mas que nada... meu negócio era ficar ali junto à rede, sussurrando provocações pra levantadora do outro lado, e dando as bolas direitinho, redondinhas, rápidas ou lentas, para as atacantes.
Sou da época em que um set ia até 15, que havia vantagem. Eu gostava, mesmo um set as vezes se arrastando por mais de hora. Sou da época em que se rodava 1 por 6, e não 2 por 4, em que não se podia sacar por cima na minha categoria (pré-mirim). Sou da época em que se chorava quando perdia, chorava de raiva, tinha vontade de dar uma de Marcia Fu e cuspir na cara da adversária.
Claro, lá na praia não tinha nada disso, era um bate bola entre amigos e uma intrusa, que era eu. Mas joguei com toda aquela vontade guardada dentro de mim há 3 anos, quando eu me despedi da quadra sem nem saber que ia demorar tanto pra eu reencontrar uma bolinha de vôlei, uma rede, e gente disposta a comemorar cada ponto. E a vontade me fez correr atrás das bolas mais difíceis, defender as cortadas mais fortes, subir para bloqueio, me tacar no chão...
E me fez ganhar um hematoma, roxo-quase-preto, no joelho.
E eu tava planejando ir de mini na festa, sábado.
E agora?
Festa de aniversário da Lija e da Karlota, sábado, dia 26 de julho! Faça sua reserva!
TRASH 80'S
Onde: Caravaggio - Rua Álvaro de Carvalho, 40 (atrás do Hotel Cambridge) - Centro - São Paulo.
Quanto: Com flyer ou reserva: R$ 8(entrada) + R$ 10(consumação) Sem flyer: R$ 10 (entrada) + R$ 10(consumação)
Quem toca: DJ's residentes: Tonyy e Eneas Neto
Hostess: Alisson Gothz
Estacionamento com manobrista
Acesso para deficientes físicos
Amanhã eu vou pro mato! Ou praia, ou retiro, ou refúgio, ou *meu lugar*, ou seja lá como vocês queiram chamar.
Volto na segunda feira, daquele jeitinho calmo e zen irritante que eu só conquisto lá no Guaraú.
Eu já tava com saudade de lá. Vou ler e dormir na rede e andar na praia deserta e - pasmem - tomar sol.
Qualquer coisa liguem no meu celular ou mandem emails, que eu vou tentar dar um jeito de checar, oke?
:~
Até lá.
O MUNDO É BOM.
Merinex disse que vem pra SP pra minha festa de aniversário awwwwwwwwwww
:~
Aliás, já deixo avisado aqui. Comemorarei meu aniversário na
Trash 80's (onde mais?), dia 26 de julho. A
Karlinha também comemorará o aniversário dela lá, neste mesmo dia. Amigas que aniversariam unidas permanecem unidas :~
Eu quero ver todo mundo lá, então quem quiser ir na festa manda um email pra mim (ligelena@bol.com.br) pra eu colocar o nome na lista, mandar endereço do lugar etc e tal.
AMIGOS DE LONGE, venham, mandem email que a gente dá um jeitinho de acomodar todo mundo aqui, VENHAM TODOOOOS :~
O MUNDO É BOM.
Merinex, você é um cara MUITO legal :~
Eu estava aqui pensando: e se eu pudesse ser outra pessoa? Não nascer de novo, mas assim, se eu me mudasse para um lugar onde ninguém me conhecesse, e resolvesse assumir um outro jeito de ser?
Porque eu sou racional à beça e sei que com um pouco de disciplina e determinação é fácil mudar, em vários aspectos. Por exemplo, eu posso deixar de ser risonha, posso deixar de ser desorganizada, posso passar a só falar baixinho e perder a mania de cantarolar. Basta querer (mas eu não quero mudar nada disso).
Então estava pensando: e se eu fosse pra Angola com meus pais (não vou)? Lá ninguémm me conheceria. Eu poderia me apresentar para todos como Helena, fazer com que todos me chamassem por Helena, que é um nome tão lindo mas que aqui no Brasil ninguém usa pra me chamar, geral me chama de Ligia mesmo.
(Um dia eu comecei a pensar que talvez minha inconstância fosse da diferença de personalidades da Ligia e da Helena, talvez minha inconstância se devesse ao fato de eu ser duas em uma. Mas acho que não.)
Se eu quisesse, além do nome, eu poderia mudar minha forma de vestir, que ninguém ia estranhar. Podia passar a usar só saias e vestidos, ou só roupas pretas.
Enfim, fico imaginando como seria interessante poder construir uma imagem conscientemente. Assim como os marqueteiros fazem com políticos ou celebridades, mas com a possibilidade de ser menos sutil, de poder radicalizar.
Porque a imagem que eu tenho hoje eu construí, eu sei, mas foi durante 20 anos e de forma espontânea, natural, sem pensar muito na relação de ação e reação nessa construção de imagem. Até hoje é assim. Nem eu sei bem qual imagem eu passo para as pessoas. Tem quem me ache elétrica, *criança grande*, e tem quem me ache escrota e arrogante. Foge do meu controle.
Talvez se eu controlasse a construção da minha imagem em um lugar onde ninguém me conhece, tivesse também um certo controle sobre a impressão que os outros tem de mim.
É, eu sou maluca.
Estou vivendo uma situação no mínimo inusitada.
Eu tenho muita vontade de sair debaixo das asas dos meus pais. De ter a minha vida, construir a minha vida sem muitas interferências familiares, sem muitos palpites. Tenho vontade de sair de casa e sair da cidade, do Estado, pra poder ter essa independência quase absoluta.
Não que eu não goste deles, pelo contrário, adoro meus pais, eles são ótimos, muito liberais, muito bacanas, não me perturbam, não me incomodam e não se intrometem na minha vida. Eu que sou dependente demais, peço ajuda demais, preciso demais. E era disso que eu sempre quis me livrar, desse vício de pedir ajuda.
Só que, inesperadamente, surgiu uma proposta de trabalho pro meu pai, longe de casa.
Bem longe.
Assim, do outro lado do oceano. Pra ficar um ano.
Quando ele disse pela primeira vez dessa proposta, eu achei pouco provável que fosse realmente acontecer. Botei a maior pilha, disse que achava que ele tinha que ir mesmo (e continuo achando), que no lugar dele eu iria, que eu ajudaria a segurar a barra aqui no Brasil com meus irmãos (já que ele iria / vai com minha mãe).
Acontece que a coisa tá ficando mais palpável, mais real. Tá começando a bater um certo desespero. Eu tenho isso, medo de responsabilidades, e vai ser muuuita responsabilidade que eu vou acumular, fora as saudades, a preocupação (o lugar pra onde ele iria / irá não é dos lugares mais bacanas do mundo não).
Mas eu continuo dando a maior força, acho que será uma experiência e tanto, e não é toda hora que oportunidades como essa aparecem.
Mas ai, sabe aquele friozinho na espinha?
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Para os amigos: eu ando meio sumida da internet devido a problemas técnicos. Os primeiros dias longe do meu computador *bom* (quem já foi em casa sabe que tem o PC bom e o PC ruim) foram sofridos, especialmente pela falta que eu senti das minhas MP3. Mas sabe que nem tá sendo tão ruim? E eu não me afastei, estou usando a internet na medida que pessoas *normais* costumam usar. O ritmo anterior é que era muito, muito constante... mas estou morrendo de saudades das madrugadas no ICQ! Em breve eu volto!
Acabei de chegar do show do Edu. Quem diabos é Edu?
Edu é o dono do abraço mais gostoso do mundo (na verdade tá ali com o abraço do Merino, mas o do Edu é mais próximo, e de certa forma, mais frequente). Edu é um cara tão boa gente, mas tão boa gente, que cativa todo mundo logo de cara. Cinco minutos conversando com o Edu já fazem você se sentir melhor amiga. Porque o Edu é um cara sensacional, admirável, queridão mesmo. Não vou me alongar nesse bla bla bla porque eu não sou assim melosa e não quero fazer um cara daquele tamanhão ficar emo.
Mas acabei de chegar do show do Edu e dos abraços do Edu e das piadas infames do Edu, levei bronca do Edu e afofei a barriga macia do Edu, enfim. E ele lembrou que eu tava devendo um post contando como a gente se conheceu. Porque é uma história no mínimo curiosa, uma dessas coincidências da vida.
- - -
Estava eu em casa, numa bela sexta feira de primavera, quando chega em meu ICQ uma mensagem de minha querida
K-Lo. Era uma fase em que eu estava meio que obcecada por homens de cavanhaque (hauahauaha) e ela mandou uma mensagem que dizia que tinha conhecido um cara muito bacana quando foi gravar uns depoimentos pro programa de TV onde ela trabalhava, que era um cara altão e de cavanhaque chamado Eduardo, e que eu tinha que conhecê-lo. Ficamos galhofando no ICQ e o assunto morreu, ela não entrou em detalhes de quem era o cara e nem eu quis saber mais.
- -
No dia seguinte, sábado portanto, eu fui com algumas amigas pra
Trash 80s, festerê que acontece semanalmente no centro de São Paulo (na época, ainda no charmoso e decadente Hotel Cambridge). No meio da noite, estamos lá dançando enlouquecidas, quando entra no saguão um cara de camisa espalhafatosa, altão e de cavanhaque, acompanhado de um cabeludo de bandana na cabeça. Eu, frequentadora assídua da festa, nunca tinha visto tais tipinhos lá. Fiquei observando. Percebi que o tal altão de cavanhaque tbm estava me olhando. Pensei que podíamos nos conhecer de algum lugar (porque até parece que aquele altão de cavanhaque iria estar me olhando com alguma segunda intenção. Ou eu tava com um pedaço de papel higienico grudado na roupa ou ele me conhecia de algum lugar). Continuei dançando e em pouco tempo esqueci do tal cavanhacudo, que dançava loucamente "Tremendo"em cima da mesa.
- -
No dia seguinte, domingo portanto, quando entro na internet, dou de cara com outra mensagem de minha querida K-Lo. Dizia mais ou menos assim: "Não acredito que jstamente nesse sábado, que eu NÃO FUI, o Eduardo foi!". Eduardo? Eduardo? EDUARDO? EDUARDO ALTÃO DE CAVANHAQUE?! Mais que rápido entrei no
site dele e pude conferir. Sim, o altão da Trash era o tal Eduardo que a K-Lo tinha conhecido UM DIA ANTES. Fiquei passada com a coincidência e agora não lembro se mandei um e-mail pra ele ou se deixei um recado no blog. Enfim. O que importa é que no domingo mesmo nós já estávamos conversando animadamente no ICQ e combinando de sairmos, os três, pra *tomar uma groselha*.
[edit]
Tinha esquecido de mencionar mais uma grande coincidência: o altão de cavanhaque me olhava insistentemente na Trash porque ele tinha a impressão de me conhecer de algum lugar, e de certa forma, realmente me conhecia: ele tinha visto fotos minhas com a Karla e a Cinha no blog da Karla! Bizarro!
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Uns dias depois saímos para dançar no Bar'n'Soul, e aí sim nos conhecermos de verdade (porque eu sou da opinião que você não conhece o Edu de verdade antes de ganhar um mega-abraço dele), fomos fazer ORGIA GASTRONÔMICA no Joakins até amanhecer, demos muitas risadas, e desde então o Edu tem um lugarzão no meu coração.
Porque ele merece, e ele é imenso, ele precisa de espaço. Além disso, além de ser um grande amigo, carinhoso, divertido, fofo, simpático, acolhedor, ele é talentosíssimo e ainda me ajuda a tirar boas notas na Faculdade. Não é digno de um grande espaço no meu coração? Eu até perdôo os canos que ele me dá. De tanto que eu gosto dele :D
- - -
Viu, Edu? Taí a história de como a gente se conheceu. Aposto que você pediu pra eu escrever porque você não lembrava e não queria passar vexame caso um dia eu perguntasse "lembra como a gente se conheceu?" Heh! Vê se memoriza agora! SEU LEGAL!
Te adoooooro, rapaz :*
Aí que outro dia eu estava caminhando com minha mãe (minhas férias tem-se resumido a caminhadas diárias com minha mãe, muita música, muitos livros e muita arrumação do quarto) e falando que como meu aniversário está chegando, eu estava pensando nos presentes que iria pedir (materialiiiista...). Entre os presentes que tinha pensado em pedir, estava um violão.
Porque não saber tocar NENHUM instrumento musical sempre foi uma das minhas grandes frustrações. Apesar disso, eu nunca fiz nada concreto pra tentar aprender. Não sou daquelas que já tentaram tocar violão, já tentaram tocar teclado, já tentaram tocar de tudo e nunca conseguiram. Eu nunca tentei.
Aí estávamos lá caminhando e conversando e minha mãe lembrou de um violão que ela comprou na década de 60, que até os anos 80 ficou aqui em casa, mas que depois foi pra casa da minha avó, depois pra casa do meu tio, enfim, virou um violão nômade, passeando de lar em lar da família Sales. Eu resolvi resgatá-lo, afinal, eu sou a herdeira.
Hoje fui buscá-lo. Tá meio caindo aos pedaços mas ainda faz bléum bléum bléum. Estou animada, vamos ver se eu persisto... aí ninguem mais vai preciar sofrer me ouvindo cantar, nem o Garfs, só eu mesma. Huh.
To everything, turn, turn, turn
There is a season, turn, turn, turn
And a time to every purpose under heaven
A time to be born, a time to die
A time to plant, a time to reap
A time to kill, a time to heal
A time to laugh, a time to weep
To everything, turn, turn, turn
There is a season, turn, turn, turn
And a time to every purpose under heaven
A time to build up, a time to break down
A time to dance, a time to mourn
A time to cast away stones
A time to gather stones together
To everything, turn, turn, turn
There is a season, turn, turn, turn
And a time to every purpose under heaven
A time of love, a time of hate
A time of war, a time of peace
A time you may embrace
A time to refrain from embracing
To everything, turn, turn, turn
There is a season, turn, turn, turn
And a time to every purpose under heaven
A time to gain, a time to lose
A time to rend, a time to sew
A time to love, a time to hate
A time for peace, I swear it's not too late
Hoje é aniversário de uma mocinha que eu conheço há pouco tempo mas que sabe mais de mim do que muita gente que me conhece há milênios.
É uma mocinha muito doce e querida, eu não sei de ninguém que não goste dela. Porque ela é super compreensiva, carinhosa, meiga, linda, inteligente, companheira, paciente, divertida e a melhor conversa do meu ICQ às segundas e quartas. Desculpem os outros, mas com ela online, não tem pra ninguém (e esse final foi MUITO NERD).
Ela é minha gêmea do coração, e hoje eu vou colocar nosso anel com superpoderes pra poder me sentir um pouquinho mais perto dela!
Parabéns
Rachel, você merece tudo de melhor nessa vida, te amo, mulher! Feliz aniversário! :D
Joan Cusack, Uma Thurman, Ná Ozzeti, Brooke Shields, Katie Hudson?!
Nada disso.



Eu pareço COM A MINHA MÃE.
E pronto.
Então eu e a
Rach estávamos batendo papo e falando de homens gatos na juventude, que envelhecem e permanecem gatos. Resolvemos fazer um TOP 5, no melhos estilo Rob Fleming de ser, destes homens irresistíveis durante toda a vida.
1 - Paul Newman.
2 - Chico Buarque.
3 - Robert Redford.
4 - Sean Connery.
5 - Frank Sinatra.
Ai, esses velhinhos :~
Hoje a noite, caminhando com minha mãe, como fazemos todos os dias, ela me questionou se textos grandes como o que eu havia finalizado hoje eram adequados para serem publicados na Internet. Eu disse a ela que não me incomodava em ler textos longos na tela do computador, ela disse que se incomodava, enfim, discutimos sobre o tema. Eu inclusive falei pra ela sobre livros disponibilizados na Internet, que eu conhecia um
site que tinha a Divina Comédia, que eu queria ler e iria ler no computador.
Aí há algumas horas eu estava lendo o
blog do Jonas e vi o link pro
Spectorama. Fazia tempo que eu não ia ler o que o Takeda escreve, fui lá. E logo de cara, um convite para baixar um livro. Quando Eu Tiver 64, o nome. Eu baixei, rapidinho, tá em pdf, comecei a ler, e não consegui parar enquanto não terminei.
Me fez pensar um tantinho na minha relação *conturbada* com minha mãe. Me fez sorrir, me emocionar, torcer pelo Spit, me fez esquecer o frio e o sono.
Vale a pena ler, viu? Vai lá no Spectorama que tem o link pra baixar, não sei se é bacana eu dar o link direto aqui... vai lá e baixa!
A inspiração veio, de maneira inusitada. Só funcionei escrevendo à mão. Caderno floridinho, caneta bic azul, e quando as idéias fugiam, eu batucava na mesa com a caneta. Sei lá. Sentada aqui, digitando, não funciona tão bem, não é tão gostoso.
E eu fiquei lá, sentada em frente à janela, e da janela do meu quarto, além do quintal de casa, com roupas estendidas no varal, eu vejo a laranjeira do vizinho, o gato andando no telhado - e ele nem percebe que está sendo observado, o que me leva a pensar que talvez ele também me observe quando eu nem sei - acho que tudo isso, ver o mundo, mesmo que um micro pedacinho do mundo, me ajuda um pouco. Dá pra ver se o céu tá azul ou não, e daqui do escritório eu não vejo nada, só os computadores, só a TV, só essas coisas de plástico e que não dizem nada pra mim.
E eu gosto de escrever à mão, riscar o que eu errei, virar páginas, tocar meu texto, gosto de poder derrubar um pouquinho de chá nele sem querer, xingar, ver a tinta escorrendo junto com o chá, a página franzindo.
Por algumas horas, hoje à tarde, pensei que talvez o computador não seja tão necessário assim. Bobagem, claro que é. Mas é gostoso relembrar como é escrever à mão, de vez em quando. Poder ver a própria letra, sem ser no canhoto do talão de cheque.
Me animei e arrumei meu quarto, organizei a escrivaninha, sempre tão cheia de bagunças, roupas empilhadas, textos das faculdades - minha e da minha irmã. Arrumei uma latinha como porta lápis, enchi de lápis e canetas, deixei uns bloquinhos lá do lado... quem sabe eu não passo a escrever coisas melhores do que as que eu escrevo sentada aqui?
Eu acho que pode funcionar.
De onde vem o medo, esse medo que me prende os pés no chão, que não deixa que eu avance, que eu vá em frente, mesmo eu sabendo que apesar de tortuoso, o caminho é seguro, de onde vem o medo?
De onde vêm essas formigas, que são tantas e tão enormes que fazem barulho quando eu passo? De onde elas vêm? Parecem brotar do centro da Terra, direto aqui pra minha praça, pra minha vida, pro meu caminho, por onde eu passo. De onde vem a luz que emana das estrelinhas coladas no teto do meu quarto, de onde vem a inspiração que eu tenho por alguns momentos, e mais, pra onde ela vai quando se perde de mim? Ou ela foge de mim? Ou ela nem existe assim, como algo que vem e vai, vai ver ela mora dentro de mim, sou eu que bloqueio e às vezes libero, mas torno a bloquear, e ela fica lá, presa, dentro de mim. Onde? Dentro onde?
Não respondam. Eu acho que certos mistérios são necessários.
[Update] Tá, certos mistérios são necessários, mas olha, eu tou precisando muito perder o medo e que a porra da inspiração surja. ENTÃO É O SEGUINTE, papai do céu ou algo que o valha. Eu vou dormir, e amanhã eu quero acordar com menos medo e inspirada. Ou só inspirada, o lance do medo a gente deixa pra outro dia. Deal?
Vida Saudável.
Diálogo entre eu e minha mãe, fumante há mais ou menos 30 anos, quando a vi enchendo uma chaleira de água para ferver água no fogão para fazer chá.
- Mãe, por que você não põe água na caneca e esquenta no microondas? Muito mais rápido.
- Eu? Eu não... não quero morrer de câncer! Microondas dá câncer!
¬¬
Eu gosto de músicas com palmas. Tipo There's Too Much Love, do Belle and Sebastian. acho que por eu não saber tocar nenhum instrumento musical, bater palmas junto com a música me faz feliz.
"Ah, mas não são palmas"
Sei lá se são palmas. Parece. Pode ser alguma outra coisa. Mas eu gosto de músicas que me levem a bater palmas junto. Gosto também de músicas que tenham assobiozinho, tipo Patience do Guns'n'Roses. Não que eu goste de Guns'n'Roses, eles moram numa parte do meu cérebro igual Sandy e Junior, ou seja, eu sei as letras das músicas e tal mas não porque eu goste, mas porque eu sei. Mas enfim, o meu irmão gosta muito de Guns, desde pequeno, e ele ouve, e por isso desde pequena eu sei as letras.
Ele gosta também de Born to be Wild. Meu irmão tem um gosto musical muito peculiar. Ele não se preocupa em saber mais das músicas, dos músicos, do estilo, ele nem gosta de um determinado estilo. Ele gosta de alguns clichês musicais. Tipo Born to be Wild, Insane in the Brain, Starway to Heaven, With Arms Wide Open, Chão de Giz, Fear of the Dark e Santeria. Sacou? Não? Eu também não saquei qual é a do meu irmão, musicalmente. No meio de tanto clichê às vezes a gente acha algo interessante. Mas é raro.
Já a minha irmã tem fases. Ela gosta da música da moda. Isso quer dizer que numa determinada época só se ouvia axé aqui em casa (ouvir axé é terrível, tipo, axé é aceitável pra DANÇAR, não pra ouvir), em outra época era pagode melooooso e mais recentemente era forró (aí eu gostava porque no meio de tanto lixxo, às vezes rolava um Luiz Gonzaga e era fera). Mas além disso, ela sempre gosta de uns Charlie Brown Jr. e CPM22 da vida.
Ainda bem que ela não é muito musical, senão eu teria um treco, já que dividimos quarto. Ela que tem que aturar minhas músicas, e não eu as dela (exceto aos sábados e domingos de manhã, que ela ouve axé. OUVIR AXÉ.)
Aliás, nem meu irmão, nem minha irmã são musicais, assim, de ouvir ou cantarolar ou dançar... tocar instrumento aqui em casa ninguém toca, exceto minha mãe, que *de ouvido* toca piano e violão.
Minha mãe sonhava em ser cantora quando era criança, acho que ela queria ser a Ângela Maria. Ela morava numa cidade do interior onde a música tocava em alto falantes na praça, olha só que fera. Um primo dela era dono do sistema de alto falantes. Aliás, naquela cidadela todo mundo é primo. Ela cresceu ouvindo Ângela Maria, Nelson Gonçalves, Orlando Silva, Francisco Alves. Minha avó quase morreu junto quando Francisco Alves morreu, em 27 de setembro de 1952. Minha mãe nasceu no dia seguinte. Cara, já pensou se minha avó tivesse morrido porque o Francisco Alves morreu? Morria junto minha mãe, e de certa forma, eu também. Que catástrofe.
Mas minha mãe gosta muito de música. Ela tinha uma respeitável coleção de elepês que foi quase completamente desfeita há alguns anos. Eu salvei alguns que eu acho que não podem ser perdidos, tipo a coleção completa da Elis. Minha mãe é apaixonada por música brasileira, ninava eu e meus irmãos ouvindo sei lá, Chico, Caetano, Milton... de certa forma isso entrou no meu sangue e eu gosto muito dessa MPB das antigas. Não vou muito com a cara da *nova mpb* pregada pelos Artistas Reunidos e afins.
Meu pai já tem um gosto meio duvidoso, mesmo dentro da MPB. Ele gosta de coisas que eu definitivamente não gosto, tipo Simone e Alcione. E ele entra numas de "maior fã da Beth Carvalho da última semana", compra CDs, como se fosse um aficionado pela mulher, e depois os CDs ficam aqui ocupando espaço.
Nada contra a Beth Carvalho. Mas é que eu gosto de músicas com palmas, sabe? Tipo There's Too Much Love, do Belle and Sebastian. acho que por eu não saber tocar nenhum instrumento musical, bater palmas junto com a música me faz feliz.
Eu fui tomar banho e uma idéia me veio à cabeça. Uma alegoria pra uma coisa que eu tava sentindo, uma coisa que eu mal sabia explicar, porque não era racional, vinha sim do meu coração. Uma pedra. Uma pedrada no meu coração. Só que absolutamente irracional, porque eu não tinha motivos pra me sentir como senti, usurpada, tolhida.
Queria expressar aquilo de alguma forma e comecei a imaginar a tal alegoria. Tava estruturada. Eu poderia escrever a qualquer momento. Mas quando sentei pra escrever ela me fugiu. A idéia central permaneceu e o resto sumiu, sem explicação aparente.
[corta]
Aí eu tava ouvindo Damien Rice, que me faz chorar. Na verdade uma música dele me faz chorar, mas é justamente a 3ª do disco, e aí eu fico da 3ª até a 12ª (contando as faixas escondidas) chorando copiosamente. Quando o disco acaba eu me acalmo e boto pra tocar novamente, até minha cabeça doer de tanto chorar e eu ir dormir pra dor de cabeça passar.
Peguei as letras pra ouvir lendo, e notei que uma das músicas dele tem como tema central justamente o tema central da minha alegoria. Então talvez eu publicando, consiga expressar o que eu queria com aquilo que não consegui escrever.
E possa ir dormir tranquila, com dor de cabeça de tanto chorar.
I Remember
I remember it well
The first time that I saw
Your head around the door
'Cause mine stopped working
I remember it well
There was wet in your hair
I was stood in the stairs
And time stopped moving
I want you here tonight
I want you here
'Cause I can't believe what I found
I want you here tonight
I want you here
Nothing is taking me down, down, down...
I remember it well
Taxied out of a storm
To watch you perform
And my ships were sailing
I remember it well
I was stood in your line
And your mouth, your mouth, your mouth...
I want you here tonight
I want you here
'Cause I can't believe what I found
I want you here tonight
I want you here
Nothing is taking me down, down, down...
Except you my love. Except you my love...
Come all ye lost
Dive into moss
I hope that my sanity covers the cost
To remove the stain of my love
Paper maché
Come all ye reborn
Blow off my horn
I'm driving real hard
This is love, this is porn
God will forgive me
But I, I whip myself with scorn, scorn
I wanna hear what you have to say about me
Hear if you're gonna live without me
I wanna hear what you want
I remember december
And I wanna hear what you have to say about me
Hear if you're gonna live without me
I wanna hear what you want
What the hell do you want?
Síndrome de Mussum
Estava eu conversando com minha mãe sobre música e bandas e tal e ela disse "ah mas esse
Ludóvics e esse
Pipodélics, o que é?"
Síndrome de Mussum, cara.